sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Tanta caretice, tanta babaquice...
Qual o sentido de se empenhar tanto,
Se ninguém repara no seu esforço....
Qual o sentido de ler tanto,
Se você nunca viverá em uma dessas histórias fantásticas....
Qual o sentido de tomar bano,
Se no dia seguinte você vai se sujar novamente....
Qual o sentido de confiar no ser humano,
Se você sabe que é apenas um ser humano....
Qual o sentido de se mascarar,
Se você não consegue mentir para si mesmo....
Qual o sentido de manter-se sóbrio,
Se seu mundo não vale a pena....
Qual é o sentido de acordar,
Se é em seus sonhos que você pode ser você mesmo....
Qual o sentido de amar tanto,
Se que quem você anseia não corresponde seus sentimentos....

domingo, 17 de outubro de 2010

Hello, Is there anybody out there?

"Em seu mundo débil e escuro
Onde quem chega a nós são poucos
Somente os capazes de derrubarem o muro
E que o mundo os taxa de loucos

Nós somos os padres do templo sem pilares
Os sacerdotes das mentes livres
Cavalgando até o limite mundano dos mares
E ainda um pouco mais além, trespassando os ares

Venha então até nós, do outro lado do paraíso
Receber sua parcela de sanidade e juízo
Ou então feche os olhos e aguarde seu Messias
Ajoelhe-se e acredite, nas fábulas e profecias"

ramone, por ramone:

''Ora Mãozinhas, acho que você acaba de se converter em uma chama multi colorida.."

Pra Amanda:

''Puxando o zíper que flutua
Abro um vão da realidade
E vejo esse mundo de cores
Sensações se misturando em vapores

Maravilho-me ante essa utopia
E transcrevo minha alegria
No meu velho caderno preto
Com poesias de amor dentro

Os lúcidos nunca conseguiram
E nunca conseguirão
Entender meus devaneios
Meus projectos e minhas ideias

Mas se minhas loucuras fizessem sentido
Loucuras elas não mais seriam
E se um dia isso acontecer
Eu me mudo pra Ipanema, compro um Fiat 147,  um mocassim de couro austríaco em um cachorro chamado Totó..."

Pra começar, que tal um pouco dos meus devaneios...

"Essa é a historia de um pequeno homem
Com sapatos vermelhos
Ele vivia em uma terra linda, onde não havia breu
No alto de uma colina
Em um castelo verde, que tocava os céus
Feito de um vidro verde, guardado por grilos
Era a visão mais bela
De todos os reinos e universos

Esse homenzinho na torre mais bela, na torre mais alta
Vivia sozinho, cantando canções das estrelas rainhas
Eis que uma noite,
Um anjo ferido veio visitar-lhe
Iluminando seu castelo de vidro,
Fazendo-o brilhar, mais que uma estrela

E eis que de trás da colina
Rumando em sua marcha ríspida
Vieram os cegos magnéticos quebrando as vidraças com seus canhões de amor
Caminhando descalços, vindos do éter
Entoando cânticos de fé

Então o pequeno homem
Fecha seus olhos e se concentra
Deixando o castelo e o mundo
Ascendendo aos céus em efervecência
Com sua mente tranquila, não temendo pra onde iria
Pois sua única certeza sempre foi
Que todas as criaturas de Deus usam sapatos"